Nunca desistir era o seu lema
Morreu ontem, aos 32 anos, após dois anos de luta contra o cancro, Tiago Melo, repórter fotográfico do DN.
A garra. A força de vontade. A paixão. É assim que nos recordamos dele. A rir. A nunca desistir. Fosse no trabalho, onde dificilmente aceitava um não como resposta e estava sempre disposto a partir para mais uma aventura. Fosse na sua vida, mantendo sempre o optimismo, fazendo os possíveis por ver o lado positivo e por acreditar que todos os problemas se iriam resolver. Infelizmente, isso não aconteceu. Tiago Melo, repórter fotográfico do DN, faleceu ontem, aos 32 anos, após dois anos de luta contra o cancro.
Antes de se tornar colaborador do DN, há três anos, Tiago Melo trabalhava como assistente do fotógrafo Joaquim Justo. Tinha tirado o curso do Ar'co e desde os 18 anos que sabia que queria fazer da fotografia a sua profissão. Gostava de trabalhar em estúdio mas preferia muito mais a agitação da rua e, por isso, decidiu, mais do que fotógrafo, ser fotojornalista. Um repórter, com olho para a notícia, sem medo dos encontrões a que os repórteres fotográficos tantas vezes têm que se sujeitar para conseguir a melhor imagem.
Era ele que, na passagem de ano de 2007 para 2008, se encontrava no Casino Estoril com a jornalista Céu Neves. Estavam lá para ver a actuação de Woody Allen mas acabaram por "apanhar" António Nunes, presidente da ASAE, a fumar uma cigarrilha na noite em que entrava em vigor a polémica Lei do Tabaco. A foto apareceu na primeira página do DN e foi depois vendida para outras publicações - tornou-se a sua foto mais conhecida.
A garra. A força de vontade. A paixão. E o mar. É preciso não esquecer o mar. Tiago cresceu na Linha de Cascais e talvez por isso gostasse tanto da praia. Ali sentia--se em casa. Praticava surf , acordava cedo para apanhar as melhores ondas antes de vir trabalhar e sonhava com o dia em que iria pôr o seu filho - que está prestes a fazer os dois anos - em cima de uma prancha de surf.
O Tiago nunca desistiu dos seus sonhos. Estava sempre a fazer planos, a falar--nos do que iria fazer quando terminasse os tratamentos, a garantir-nos que daí a pouco iria voltar ao trabalho. A contar piadas e a rir, impedindo qualquer discurso pessimista à sua volta. Estão a vê-lo aqui ao lado, de máquina ao ombro e boa disposição estampada no rosto? O "Carequinha" era exactamente assim.
por Maria João Caetano, in Diário de Notícias
A garra. A força de vontade. A paixão. É assim que nos recordamos dele. A rir. A nunca desistir. Fosse no trabalho, onde dificilmente aceitava um não como resposta e estava sempre disposto a partir para mais uma aventura. Fosse na sua vida, mantendo sempre o optimismo, fazendo os possíveis por ver o lado positivo e por acreditar que todos os problemas se iriam resolver. Infelizmente, isso não aconteceu. Tiago Melo, repórter fotográfico do DN, faleceu ontem, aos 32 anos, após dois anos de luta contra o cancro.
Antes de se tornar colaborador do DN, há três anos, Tiago Melo trabalhava como assistente do fotógrafo Joaquim Justo. Tinha tirado o curso do Ar'co e desde os 18 anos que sabia que queria fazer da fotografia a sua profissão. Gostava de trabalhar em estúdio mas preferia muito mais a agitação da rua e, por isso, decidiu, mais do que fotógrafo, ser fotojornalista. Um repórter, com olho para a notícia, sem medo dos encontrões a que os repórteres fotográficos tantas vezes têm que se sujeitar para conseguir a melhor imagem.
Era ele que, na passagem de ano de 2007 para 2008, se encontrava no Casino Estoril com a jornalista Céu Neves. Estavam lá para ver a actuação de Woody Allen mas acabaram por "apanhar" António Nunes, presidente da ASAE, a fumar uma cigarrilha na noite em que entrava em vigor a polémica Lei do Tabaco. A foto apareceu na primeira página do DN e foi depois vendida para outras publicações - tornou-se a sua foto mais conhecida.
A garra. A força de vontade. A paixão. E o mar. É preciso não esquecer o mar. Tiago cresceu na Linha de Cascais e talvez por isso gostasse tanto da praia. Ali sentia--se em casa. Praticava surf , acordava cedo para apanhar as melhores ondas antes de vir trabalhar e sonhava com o dia em que iria pôr o seu filho - que está prestes a fazer os dois anos - em cima de uma prancha de surf.
O Tiago nunca desistiu dos seus sonhos. Estava sempre a fazer planos, a falar--nos do que iria fazer quando terminasse os tratamentos, a garantir-nos que daí a pouco iria voltar ao trabalho. A contar piadas e a rir, impedindo qualquer discurso pessimista à sua volta. Estão a vê-lo aqui ao lado, de máquina ao ombro e boa disposição estampada no rosto? O "Carequinha" era exactamente assim.
por Maria João Caetano, in Diário de Notícias

















A vida é mesmo assim amigo, tantos que partem cedo demais, mas não podemos fazer nada apenas aceitar. Não o conhecia apenas pela célebre fotografia mas como descreveste consegui "vê-lo"
Que todos estejam a descansar em paz...
Colocado por
Sandra Rocha | 10:36 PM
Desculpe imensamente, e lamento a perda, apesar de não te-lo conhecido, mas acredito que Tiago, deve ter falecido após dois anos de luta contra o CANCER (doença degenerativa), não contra o CANCRO (doença sexualmente transmissível)... Grato.
Colocado por
Anónimo | 4:28 PM