1087525-large.jpg


EM DESTAQUE
Novo prémio de fotojornalismo em Mora

Tentaram ser herdeiros do Prémio Fotojornalismo Visão, que este ano não se realizou, mas acabam por se afirmar independentemente disso. Os primeiros prémios Estação Imagem/Mora, coordenados pelo fotojornalista Luís Vasconcelos, realizam-se já em 2010 e envolvem uma bolsa para projectos sobre o Alentejo. A presidente do júri, que será totalmente internacional, é Ayperi Karabuda Ecer, vice-presidente do departamento de Fotografia da Reuters. E que presidirá, em 2010, também ao júri do World Press Photo.

Domingo, 30 de Dezembro de 2007  

Arquivo fotográfico da Lusa disponível online a partir de 2008

Mais de um milhão de fotografias do arquivo fotográfico da agência de notícias Lusa vão estar disponíveis para venda na Internet, a partir do dia 1 de Janeiro.
Este novo serviço, que numa primeira fase garante acesso preferencial aos clientes habituais do serviço de fotografia, estará alojado no portal da agência noticiosa.
Com o objectivo de facilitar e agilizar o acesso ao arquivo fotográfico da Lusa, o serviço permite fazer 'downloads' directos das fotografias pretendidas.
O valor mínimo por cada fotografia é de 28 euros, sendo que esta quantia vai depender do tipo de cliente, seja ele um jornal diário ou um site, por exemplo, mas também do tipo de utilização da imagem.
As fotografias estarão disponíveis para 'download', em arquivo, 48 horas após a sua divulgação em linha no serviço noticioso.
O arquivo fotográfico da agência, composto por fotos da Lusa e da EPA (European Pressphoto Agency), é actualmente composto por cerca de 1.236.857 fotografias, sendo as primeiras imagens datadas de 1977.

in Diário Digital

Domingo, 23 de Dezembro de 2007  

Quando a surdez propicia momento de reportagem

Tudo começou com um equívoco. Segundo Nacho Doce, fotojornalista galego que trabalha para a agência Reuters em Lisboa, quando chegou, há seis anos, à porta da Cartuxa de Évora e explicou ao então prior da Cartuxa, padre Isidoro, que tinha falado com o arcebispo de Évora, D. Maurílio Gouveia, aquele, que é bastante surdo, percebeu que o fotojornalista vinha da parte do alto clero eborense, abrindo-lhe surpreendentemente a porta.

Aquele equívoco propiciou uma reportagem, que viria a ser premiada, e agora um livro, "O segredo da Cartuxa", assinado por Nacho Doce e Paulo Moura, repórter do "Público". O livro é editado pela editora Pedra da Lua, e motivou toda esta operação de visita à Cartuxa de Évora. São doze capítulos, onde o equilíbrio entre imagem e texto é "de 50/50, o que foi a primeira vez que me aconteceu num trabalho", confessou o galego.

O livro arranca por entre descrições do universo cartuxo em Évora, insistindo no facto de que ali "estamos noutro mundo, noutra época. Noutra lógica. Noutra vida", como escreveu Paulo Moura. Segue-se a história da Ordem, na sua génese.

Até que surge um segredo, que não vamos aqui desvendar, mas que alimenta, a certo passo, algumas teorias mirabolantes, o que, confessou o padre Antão, "incomodou um pouco a parte em que eles falam de coisas más a acontecer aqui dentro do convento", referindo-se à misteriosa mensagem que um dos irmãos tentou, a todo o custo, passar aos repórteres.

"Eu creio que eles também estão mais habituados a que o que escrevem sobre eles seja numa perspectiva, digamos, mais católica. Neste trabalho creio que sobressaiu, tanto no texto como na foto, uma parte mais fascinante sobre eles" defendeu-se Nacho Doce.

in Jornal de Notícias, 22 de Dezembro de 2007

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007  

Concurso de Fotografia dos Jovens Sem Fronteiras

Fui convidado para júri de um concurso de fotografia, organizado pelos Jovens Sem Fronteiras (JSF), e aceitei com muito gosto.
Segundo fonte do JSF, “a principal ideia é podermos associar-nos à comemoração dos 25 anos do Movimento dos JSF, organizando um evento que apela à participação de todos os elementos a nível nacional”.
De 1 de Janeiro a 29 de Fevereiro de 2008 são aceites até 3 fotografias enquadradas em três temas: “25 anos JSF”(com história JSF), “lá fora e cá dentro”, (voluntariado/missão) e “missão paroquial” (dentro da tua paróquia).

Mais informações:

Jovens Sem Fronteiras
Igreja Paroquial de Santa Maria
Praça Paulo VI
2830-018 Barreiro

Sábado, 15 de Dezembro de 2007  

Europe’s West Coast com fotos de fotógrafo inglês. Acreditam?

Segundo o Governo Português, Portugal Europe’s West Coast é a assinatura da nova campanha de promoção do país que pretende alterar a percepção externa da imagem de Portugal, posicionando-o como o País moderno, inovador e empreendedor que já é na realidade.
A campanha explora a ligação com os talentos nacionais com expressão internacional como Cristiano Ronaldo, José Mourinho, Nelson Évora, Vanessa Fernandes, Mariza, Miguel Câncio Martins, Maria do Carmo Fonseca e Joana Vasconcelos, os oito rostos que serão utilizados nesta campanha, entendidos como símbolos de um Portugal moderno e vencedor.
Pena é que, uma campanha que pretende ser uma alavanca na captação de investimento e na atracção de talento, visando tornar o país mais competitivo, consolidando ao mesmo tempo a sua imagem de grande destino turístico e o seu cariz cultural, as suas fotografias sejam tiradas por Nick Knight, um fotógrafo inglês.
É caso para perguntar: Já que o Governo está a promover a marca Portugal, porque não recorrer ao trabalho de um fotógrafo português? Enfim...

 

War Photographer

Para quem não conhece, fica aqui o trailer do documentário War Photographer com James Nachtwey e realizado por Christian Frei. A não perder!

Active o vídeo clicando em cima do mesmo

Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007  

Polaroid despede-se do mundo da fotografia

O sucesso da fotografia digital e o facto das cargas serem muito caras levou a empresa a optar por acabar de vez com a produção de câmaras fotográficas instantâneas.
Desde Agosto deste ano que a empresa deixou de produzir as míticas câmaras, mas por enquanto continua a fazer as cargas.
A Beltrão Coelho é representante da Polaroid em Portugal há cerca de 50 anos e estima ter vendido, até hoje, 250 mil destas máquinas instantâneas para amadores.

in Exame Informática online

 

Médicos do Mundo fazem mostra no Porto

A organização Médicos do Mundo inaugura hoje, no Centro Português de Fotografia (CPF), no Porto, a exposição "34 olhares contra o esquecimento", com imagens captadas durante campanhas humanitárias.
Todas as 34 fotografias que compõem a exposição foram realizadas por fotojornalistas de renome internacional, em cenários de guerra e de pobreza que, "depois de terem sido objecto de campanhas humanitárias, foram esquecidos pela comunidade internacional", disse, à Lusa, fonte da organização. A Médicos do Mundo pretende alertar para as causas desse esquecimento e para as responsabilidades de todos no combate a esta situação.
"34 olhares contra o esquecimento" foi apresentada em Paris, por ocasião da "Noite branca 2007", a primeira etapa de um périplo europeu que passa por Portugal, Bélgica, Espanha, Holanda, Alemanha e Reino Unido.
A mostra está patente no Centro Português de Fotografia até 10 de Janeiro próximo.

in Jornal de Notícias

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007  

"Fotojornalismo deve inspirar confiança"

Amem-na ou odeiem-na. Vicki Goldberg, gargalhada sempre pronta, é uma das críticas fotográficas mais conhecidas, senão a mais conhecida, dos EUA. Dedica-se há duas décadas e meia à paixão pelas imagens. Tem uma ampla obra publicada em vários países. O DN entrevistou-a em Lisboa.

Fotografia é uma arte?

Para mim, não é importante que lhe chamem arte ou não. Eu adoro fotografia. Desde a década de 70, quando ainda quase ninguém fazia crítica fotográfica.

E o fotojornalismo?

Escrevi um livro sobre isso, intitulado O Poder da Fotografia - Como as Fotografias Mudaram as Nossas Vidas. Foi em 1991, mas continua a ser regularmente reeditado. Guerras, eleições, reformas sociais, tudo o que o fotojornalismo capta faz parte das nossas vidas e não tem necessariamente de ser arte, basta ser verdade.

Também fotografa esse tipo de acontecimentos?

Não conseguiria fazer duas coisas bem ao mesmo tempo, portanto prefiro elogiar - e criticar, se necessário - o trabalho dos outros.

Photoshop: o que pensa desta técnica que, em algum tipo de fotografia, se tornou quase básica? No fotojornalismo, por exemplo, "retocar" as imagens para se obter este ou aquele efeito...

Fotojornalismo não é definitivamente a mesma coisa que arte fotográfica, independentemente de ser artístico ou não. Por isso, penso que a característica principal do fotojornalismo deve ser o grau de confiança que inspira em quem a vê. Uma imagem publicada numa revista ou num jornal deve ser fiável. Daí a necessidade sentida pelos bons media - que ainda os há - de impor regras nesta área...

Para que não aconteça como, em Agosto de 2006, durante a guerra do Líbano, quando a Reuters publicou uma imagem de Beirute cheia de fumo, tirada pelo freelancer Adnan Hajj, mas que veio a descobrir-se que passou primeiro pelo Photoshop?

Sim, mas esse homem foi despedido e a agência retirou centenas de fotografias suas que tinha em arquivo. E muito correctamente, na minha opinião. Porque se não confiamos nas notícias, em quê iremos confiar? Onde estamos, afinal? Já se pode inventar tudo, nesse caso.

E quando são as próprias agências noticiosas a pressionar os profissionais da imagem, exigindo-lhes sempre mais?

Isso não é de agora, faz-me lembrar aquela história de 1898, durante a guerra americano-espanhola, quando o fotógrafo Richard Hardy Davis foi enviado especial e depois informou 'volto para casa, não há guerra nenhuma'. Então, o director William Randolph Hearst escreveu-lhe o seguinte: 'Mande as fotografias que eu trato da guerra.'.Foi o que ele fez. Serve isto para dizer que esse ramo do jornalismo tem uma grande responsabilidade: o compromisso com a verdade. Mas nem é preciso recorrer ao Photoshop para, eventualmente, adulterar o que vemos. Tiramos uma fotografia, não fazemos acrescentos nenhuns, mas podemos ter a tendência de só mostrar aspectos positivos ou negativos de uma dada situação.

Aceita a censura a priori que consiste no hábito de os famosos só aceitarem a publicação de imagens suas retocadas?

Não tenho muito a ver com celebridades (risos)... Quando Elizabeth Taylor apareceu a publicitar um perfume, há uns anos, a cara parecia a de uma criança de quatro anos, parecia que estava assim há anos e anos... Mas isto faz parte do mundo da moda e da publicidade. Penso que as pessoas sabem disso e aceitam. Até porque ninguém está à espera de algo diferente. Tudo depende do sítio onde se publica. Mas com notícias é diferente. Se uma fotografia é publicada na primeira página do New York Times é bom que seja verdade, fiável. Se é publicada num tablóide, daqueles que costumam inventar notícias, que diferença faz? Há muitos anos, um desses jornais tinha uma manchete a dizer "russos aterram na Lua" e a fotografia era um avião na Lua. Ora, o avião era quase tão grande como a Lua (risos). Ninguém com um mínimo de juízo acreditou que aquilo era real.

por Cadi Fernandes, in Diário de Notícias

Sábado, 8 de Dezembro de 2007  

"Fotojornalismo é o instante"

"Com 72 anos, continuo apaixonado pela minha profissão de fotojornalista." Quem o diz é Eduardo Gageiro, vencedor de mais três prémios - um de Prata, com a foto Boneca (reproduzida aqui ao lado), um de Excelência e uma Menção Honrosa - que se juntam à vastíssima lista de prémios em certames de referência. "De facto, posso morrer amanhã, que morro feliz", revelou ao DN, explicando que a importância da distinção se deve ao facto de ter sido o premiado entre seis mil fotógrafos. "Acho que prestigiei a fotografia portuguesa e o fotojornalismo, o género de que mais gosto", confessa. "Mas tudo isto foi uma surpresa e uma coincidência", conta. Porquê? "Estava convidado para fazer esta exposição [Internacional de Fotografia Artística da China], em finais de Outubro, em Pequim quando na inauguração me anunciaram que tinha ganho estes três prémios."
Já na edição de 2006 deste certame, Eduardo Gageiro ganhou o Prémio Especial do Júri, a Medalha de Ouro para a melhor fotografia e a Medalha de Ouro para a melhor fotografia a preto e branco na categoria de Vida Social e Costumes Populares, com Poluição, que retrata dois homens a trabalhar na rua com as chaminés do Barreiro em pano de fundo.
Os operários são o alvo privilegiado da sua lente. Tudo por causa do contacto com a fábrica de louças de Sacavém em 1957. "Se não nascesse ali, se calhar tinha uma visão do mundo muito diferente", diz ao DN, recordando que foi por ter sido empregado de escritório, não durante muito tempo, nessa fábrica que imaginou "poder vir a ser um veículo para denunciar aquilo que estava mal, a corrupção, a mentira..." Mas rapidamente, no Século Ilustrado, viu que a censura era um entrave a esse sonho. "Tive centenas de fotografias censuradas, mas eu mandava-as lá para fora", orgulha-se. "Cheguei a estar preso e diziam-me: 'Você só faz este tipo de fotografias, porquê? quando há paisagens tão bonitas?', ao que respondia: 'Não gosto de fotografar paisagens, gosto de fotografar pessoas.'." Mal aceite pelos fotógrafos da "velha guarda", cedo começou a dar nas vistas com técnicas novas que ia aprendendo nos livros que comprava, a ponto de os redactores só quererem trabalhar com ele, o que provocava ciúmes nos outros. Estes diziam que os prémios eram de "concursos amadores ou por fotografar miúdos ranhosos - eu que nunca fotografei nenhum -, mas à medida que ia ganhando cada vez mais importantes, tipo World Press Photo, foram-se calando", ironiza. "Depois veio esta camada jovem", conta, "com outra cultura". Uma nova geração (de 40 e tal anos) de fotojornalistas que "são do melhor que se faz em Portugal". Ao contrário da foto conceptual, que "em Portugal é indigente". Seria mais útil "incentivar estes jovens fotojornalistas a publicar livros". Já que, lamenta, "as revistas e jornais fazem pouca reportagem, apesar de os profissionais terem "muito talento" e serem "interessados". Contrariamente aos chamados "bate-chapas", estatuto que recusou desde sempre, mas que identifica nos chamados paparazzi - "Odeio paparazzi, deviam ser todos presos."

por Paula Brito, in Diário de Notícias

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007  

World Press Photo com inscrições abertas

O World Press Photo já abriu as inscrições para o seu prémio de 2008, dedicado a fotojornalistas de todo o mundo. O último dia de inscrição é a 10 de Janeiro de 2008.
O prémio aceita inscrições enviadas por correio, e a partir de 1 de Dezembro de 2007, por via virtual no site da organização após registo.
Lembramos que o concurso premiará o primeiro, segundo e terceiro classificados de cada uma das categorias.
Os vencedores de cada categoria receberão prémios em dinheiro e passagens de ida e volta, além da alojamento, para a entrega de prémios em Amsterdão em Abril de 2008. O vencedor do Prémio do World Press Foto do Ano receberá 10.000 euros.

Mais informações aqui.

Click nº
Desde 26 de Novembro de 2004

* 7 ANOS *

IBSN: Internet Blog Serial Number 00-26-11-2004

Para receber informações sobre o Fotojornalismos insira o seu e-mail

Powered by NotifyList.com

Contacte-me

Gonçalo Lobo Pinheiro
Fotojornalista freelancer
Carteira Profissional nº 6890



Visite o meu site oficial

Apoie / Donate

    NIB

    0036 0012 99100022669 33

    IBAN

    PT50 0036 0012 9910 0022 6693 3

Projectos Paralelos

Parcerias e Colaborações

Blogs e Outros Sites

--------------------------------------------------
2 de Janeiro de 2006
Blog do dia no Diário de Notí­cias


--------------------------------------------------

Junte-se ao fotojornal


Photographers Direct - stock photography images

THE BOBs

Famous photographer

blog search directory

Blogarama - The Blog Directory

Photo Blog Blogs - Blog Top Sites

Divulgue o seu blog!

Estou no Blog.com.pt

PIXmania
400d
Ipod
GPS
TV LCD
Powered by Blogger
and Blogger Templates
Creative Commons License
2004 - 2010 FOTOJORNALISMOS - Todos os direitos reservados