O fotojornalista deve ser sensível no acto de captação da fotografia que transporta para a componente jornalística, considerou hoje, sexta-feira, em Luanda, o delegado da RTP em Angola, Paulo Catarro.
Durante a sua explanação sobre “A imagem e o texto no fotojornalismo”, no primeiro congresso internacional sobre o poder de imagem no exercício da profissão, adiantou que um cidadão comum não consegue ter sensibilidade para compreender e transmitir aquilo que é a realidade e os factos noticiosos.
“Não se pode ser jornalista sem ter sensibilidade, pois a percepção dos movimentos e do real para que o jornalismo se transforme não apenas em uma arte estética, mas para que seja efectivamente o registo do acontecimento”, disse.
Acrescentou que inúmeras fotos que ficaram famosas foram porque o fotógrafo conseguiu captar no momento, mesmo não sendo fotos tecnicamente muito famosas, e foram essenciais para marcar muitas vezes o momento histórico.
Paulo Catarro informou que um fotógrafo da comunicação social é sempre os olhos do leitor, logo hoje não faz nenhum sentido ter uma publicação sem ter uma imagem para que se tenha uma absoluta noção da realidade.
Por sua vez, Luandino de Carvalho, director nacional de publicidade do Ministério da Comunicação Social, informou que a fotografia pode ser usada na publicidade e na propaganda o que diferencia ambas e seu objectivo.
“As diferenças entre ambas são muito estreitas. Por exemplo, na propaganda pode-se usar a imagem de uma forma em que o nosso objectivo não é à venda, transmitindo ideais de carácter meramente informativo, quanto a publicidade pode-se usar à imagem que tenha tida como vendável”, realçou.
Considerou que a propaganda tem objectivos que são comerciais mais que atingem um vasto público exactamente com o mesmo tipo de sentimento que a publicidade também faz de captar a emoção e os recursos da sensibilidade humana para o fim a que se propõe.
O primeiro congresso internacional sobre o poder de imagem no exercício da profissão, a ter lugar no auditório do Centro de Formação de Jornalista (CEFOJOR), conta com a presença de representantes da China, Portugal, Brasil, São Tomé, Cabo Verde, Moçambique, para além dos 160 participantes, provenientes das 18 províncias do país.
Durante o evento, que terminará hoje, sexta-feira, serão abordados vários painéis no sector e homenagem de alguns associados.
A realização do primeiro congresso enquadra-se nas festividades do primeiro aniversários da Associação do Repórteres de Imagem de Angola (Ária), assinalado a 31 de Janeiro último, facto que não se concretizou na altura, devido a integração de maior parte dos seus profissionais na cobertura do CAN2012, co-organizado pelo Gabão e Guine-Equatorial.
in Angola Press